Nunca estivemos tão mal. E vamos ficar pior.
quinta-feira, 31 de julho de 2025
Prece
quinta-feira, 24 de julho de 2025
Bom dia Vida
Obrigada por todos os dias de paz. Por recuperar o foco. Pelo meu Pai e Mãe espirituais. Pela luz do Sol e pelo canto dos pássaros de madrugada. Obrigada pelos meus livros, pelos meus olhos e pela minha compreensão. Obrigada pelo tempo da cura, pela força interior.
O peso das algemas dos meus ancestrais, não é mais um peso meu.
Dia da confirmação
Eu nunca mais vou voltar à ilha. E hoje, porque já não consigo mais, fico para sempre órfã dos que me restavam.
A vida não é um exercício de corresponder, não é uma fuga constante a errar. É terrível carregar o peso de culpas alheias durante mais de quarenta anos. Eu nunca fui uma filha birrenta, sempre fui antes a filha covarde de uma mãe birrenta. A vida é um exercício de amor e de paz. E se eu não os levo, e se não mos trazem, para quê então o esforço.
Sempre soube que este dia ia chegar.
Envelheço. Claramente com estima pelas minhas tristezas só minhas. São elas o meu verdadeiro ADN, e não o sangue de minha mãe ou de meu pai.
Fere-me o desamor, a ingratidão, o egoísmo, a falta grosseira de matéria materna.
Avanço com firmeza para o fim de todas as conclusões. Não sei se os fios que me prendem à vida chegam para levantar os braços da marioneta.
quarta-feira, 23 de julho de 2025
Sobre Gaza
É mais do que uma ferida cheia de pus a céu aberto. É uma espécie de esgoto da Humanidade, ali está o nosso pecado maior. De todos. O nosso Holocausto de valores, de moral. É chocante o que acontece no nosso mundo, o que os grandes lideres permitem que aconteça, o que eles provocam. E nós somos a plateia gigante, que nos enojamos e espantamos, mas somos só capim estéril. Não temos culpa mas iremos inevitavelmente - acredito - em algum ponto da História, sofrer a consequência do Karma. O mundo não está bem. Este mesmo mundo onde umas crianças comem dois gelados por dia e outras morrem desesperadamente de fome.
Gaza mostra claramente que planeta e raça humana estão presos por um fio.
Encontros
Nuvens de passagem
1 de Julho de 2025
Voltar atrás nos dias. Porque há datas únicas na nossa história, e neste dia igual a tantos outros mas inesquecível para nós, compramos a casa no Porto. Há um anuncio da Allianz que anuncia "Na nossa cabeça a liberdade tem quatro paredes." Para nós tem mesmo. O nosso cantinho na cidade que amamos. Num lugar no mundo com rio e mar, cheio de parques verdes. A casa que é a ultima memória da minha família mãe e irmãos juntos, onde eu e o pai da Maria nos reencontramos e vivemos, onde ela vive desde que nasceu. Rodeados de Universidades. Com uma varanda com vista para hortas, onde às cinco da madrugada se ouve o galo cantar. E muitas árvores: plátanos gigantes, um pinheiro manso, uma palmeira e tão perto no parque das crianças a sorte imensa de uma acácia amarela! Árvores vizinhas, avistadas das janelas da casa. Com uma igreja católica à porta, onde há muitos anos o sino da igreja toca o 13 de Maio.
Num prédio bem velhinho, numa rua onde temos tudo - tudo mesmo - à porta de casa. Uma casa desenhada por um avô, um pai e um filho que já não vivem. Sangue do sangue de quem construiu um dia a Faculdade de Ciências do Porto. Uma venda celebrada com um abraço apertado.
Precisamos de obras. Adorava ter um chão novo. Mas a vida é um dia de cada vez. E se trabalharmos e tivermos saúde, a nossa Maria pode escolher um dia ficar aqui para sempre.
São as nossas quatro paredes. Feitas de nós, de Amor e de Paz.
Gosto destes dias do ano
Tão bom Em que temos as últimas noites frescas e as primeiras noites quentes. Em que os gatos de fevereiro mostram por fim distinta personal...
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Senti-me vencida pelo cansaço a maior parte dos dias. Com uma tolerância zero ao egoísmo alheio: já ninguém faz nada por ninguém, como se t...
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Voltar ao horário, acordar às cinco horas da madrugada. Entrar no turbilhão, na implacável roda do hamster. Vou tentar que nada nem ninguém ...
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Ficamos tão chocados cá em casa. Á hora de jantar, a ver o telejornal, de repente entram aquelas imagens daquele pai a agredir a mãe; e o fi...



