quinta-feira, 31 de julho de 2025

Sobre a Politica em Portugal

 Nunca estivemos tão mal. E vamos ficar pior.

Prece

Oramos por chuva. Daquela que canta, que cai certinha e em meia hora enche tudo o que houver para encher. Portugal arde e a cada ano gosto menos deste lado do Verão. Cheira a queimado dentro de casa, dormimos e acordamos cansados, lá fora o ar é insuportável e a cor do céu não é cor de Verão e sim de fatalidade que entristece.
Oramos por perdão. Porque o que está acontecer em Gaza ultrapassa tudo.
Oramos por Angola, que é a minha terra. E o povo está farto da miséria, com razão. 
(...)

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Bom dia Vida

Obrigada por todos os dias de paz. Por recuperar o foco. Pelo meu Pai e Mãe espirituais. Pela luz do Sol e pelo canto dos pássaros de madrugada. Obrigada pelos meus livros, pelos meus olhos e pela minha compreensão. Obrigada pelo tempo da cura, pela força interior.

O peso das algemas dos meus ancestrais, não é mais um peso meu.

Dia da confirmação

Eu nunca mais vou voltar à ilha. E hoje, porque já não consigo mais, fico para sempre órfã dos que me restavam.

A vida não é um exercício de corresponder, não é uma fuga constante a errar. É terrível carregar o peso de culpas alheias durante mais de quarenta anos. Eu nunca fui uma filha birrenta, sempre fui antes a filha covarde de uma mãe birrenta. A vida é um exercício de amor e de paz. E se eu não os levo, e se não mos trazem, para quê então o esforço.

Sempre soube que este dia ia chegar.

 

Envelheço. Claramente com estima pelas minhas tristezas só minhas. São elas o meu verdadeiro ADN, e não o sangue de minha mãe ou de meu pai.

Fere-me o desamor, a ingratidão, o egoísmo, a falta grosseira de matéria materna.

Avanço com firmeza para o fim de todas as conclusões. Não sei se os fios que me prendem à vida chegam para levantar os braços da marioneta.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

Sobre Gaza

É mais do que uma ferida cheia de pus a céu aberto. É uma espécie de esgoto da Humanidade, ali está o nosso pecado maior. De todos. O nosso Holocausto de valores, de moral. É chocante o que acontece no nosso mundo, o que os grandes lideres permitem que aconteça, o que eles provocam. E nós somos a plateia gigante, que nos enojamos e espantamos, mas somos só capim estéril. Não temos culpa mas iremos inevitavelmente - acredito - em algum ponto da História, sofrer a consequência do Karma. O mundo não está bem. Este mesmo mundo onde umas crianças comem dois gelados por dia e outras morrem desesperadamente de fome.

Gaza mostra claramente que planeta e raça humana estão presos por um fio.


Um beijinho enorme no coração dos Gil.
Um pai, mesmo velhinho, nunca deveria ver um filho morrer.

 O outro lado da moeda

 


Cresces a cada instante. E contigo crescem-me preocupações. Repito a Deus o maior pedido no silêncio do meu coração:
Só quero que sejas uma boa menina
Só quero que sejas uma boa menina
Só quero que sejas uma boa menina
...

Encontros

 


Pessoas genuinamente boas. Pessoas que são nossas de outras vidas. Muitas vezes a vida leva-nos para longe. Mas quando os caminhos se voltam a cruzar, afinal só não estamos juntos desde ontem.

Nuvens de passagem

 


Eu que trabalho num Hospital e sei de cor o olhar vago e baço de quem sabe que chegou o fim, sei a sorte grande que é poder ficar na janela de casa em silêncio, sem qualquer diagnóstico ou dor, a ver a simplicidade e beleza com que as nuvens caminham de mansinho no céu, num fim de tarde de Verão.
(...)

1 de Julho de 2025

Voltar atrás nos dias. Porque há datas únicas na nossa história, e neste dia igual a tantos outros mas inesquecível para nós, compramos a casa no Porto. Há um anuncio da Allianz que anuncia "Na nossa cabeça a liberdade tem quatro paredes." Para nós tem mesmo. O nosso cantinho na cidade que amamos. Num lugar no mundo com rio e mar, cheio de parques verdes. A casa que é a ultima memória da minha família mãe e irmãos juntos, onde eu e o pai da Maria nos reencontramos e vivemos, onde ela vive desde que nasceu. Rodeados de Universidades. Com uma varanda com vista para hortas, onde às cinco da madrugada se ouve o galo cantar. E muitas árvores: plátanos gigantes, um pinheiro manso, uma palmeira e tão perto no parque das crianças a sorte imensa de uma acácia amarela! Árvores vizinhas, avistadas das janelas da casa. Com uma igreja católica à porta, onde há muitos anos o sino da igreja toca o 13 de Maio. 

Num prédio bem velhinho, numa rua onde temos tudo - tudo mesmo - à porta de casa. Uma casa desenhada por um avô, um pai e um filho que já não vivem. Sangue do sangue de quem construiu um dia a Faculdade de Ciências do Porto. Uma venda celebrada com um abraço apertado.

Precisamos de obras. Adorava ter um chão novo. Mas a vida é um dia de cada vez. E se trabalharmos e tivermos saúde, a nossa Maria pode escolher um dia ficar aqui para sempre.

São as nossas quatro paredes. Feitas de nós, de Amor e de Paz.

Gosto destes dias do ano

Tão bom Em que temos as últimas noites frescas e as primeiras noites quentes. Em que os gatos de fevereiro mostram por fim distinta personal...