Voltar atrás nos dias. Porque há datas únicas na nossa história, e neste dia igual a tantos outros mas inesquecível para nós, compramos a casa no Porto. Há um anuncio da Allianz que anuncia "Na nossa cabeça a liberdade tem quatro paredes." Para nós tem mesmo. O nosso cantinho na cidade que amamos. Num lugar no mundo com rio e mar, cheio de parques verdes. A casa que é a ultima memória da minha família mãe e irmãos juntos, onde eu e o pai da Maria nos reencontramos e vivemos, onde ela vive desde que nasceu. Rodeados de Universidades. Com uma varanda com vista para hortas, onde às cinco da madrugada se ouve o galo cantar. E muitas árvores: plátanos gigantes, um pinheiro manso, uma palmeira e tão perto no parque das crianças a sorte imensa de uma acácia amarela! Árvores vizinhas, avistadas das janelas da casa. Com uma igreja católica à porta, onde há muitos anos o sino da igreja toca o 13 de Maio.
Num prédio bem velhinho, numa rua onde temos tudo - tudo mesmo - à porta de casa. Uma casa desenhada por um avô, um pai e um filho que já não vivem. Sangue do sangue de quem construiu um dia a Faculdade de Ciências do Porto. Uma venda celebrada com um abraço apertado.
Precisamos de obras. Adorava ter um chão novo. Mas a vida é um dia de cada vez. E se trabalharmos e tivermos saúde, a nossa Maria pode escolher um dia ficar aqui para sempre.
São as nossas quatro paredes. Feitas de nós, de Amor e de Paz.
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