Ficamos tão chocados cá em casa. Á hora de jantar, a ver o telejornal, de repente entram aquelas imagens daquele pai a agredir a mãe; e o filho, um menino de apenas nove anos, a tentar proteger a mãe. Ficamos estarrecidos porque em casos assim ainda se discute se as imagens são válidas ou não para um tribunal. Entretanto neste nosso choque e perplexidade, a Maria também viu a noticia. Eu sei, não devia. Fez vinte e cinco perguntas sobre o que tinha acabado de ver. Não conseguiu adormecer. E à meia-noite quis vir dormir para a minha cama. Aninhou-se agarrada a mim e perguntou-me baixinho ao ouvido: "Mãe, a nossa casa tem câmaras?"
Expliquei-lhe que não tem e não precisa de ter, porque nem eu nem o pai nunca lhe iremos fazer mal, nem deixaremos que alguém lhe faça mal.
Agora imaginem aquele menino de nove anos, como terá a cabeça e o coração.

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