Choca-me profundamente que as pessoas sejam más, só por ser.
Mas acredito que todos nos cruzamos por razões importantes.
(...)
Choca-me profundamente que as pessoas sejam más, só por ser.
Mas acredito que todos nos cruzamos por razões importantes.
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Férias.
Nunca tinha chegado a este estado de exaustão. As vidas que levamos levam-nos cada vez mais ao extremo e depois surgem os enfartes, as depressões e os intestinos doentes. Acho que vou dormir no avião, vai ser assim uma espécie de apagão. Quando acordar já fiz o reset. Mais logo ainda devo chorar no colo da minha mãe. Mas depois vai ser mar, amor, risos, gelados, montanhas, goiabas, abraços apertados.
15 dias para renascer.
O mundo continua estranho. O Trump ganha aviões de presente, o Zelensky engole sapos a torto e a direito e agora admiro-o mais do que nunca porque deve estar a ser terrivelmente difícil para ele abrir mão de terra depois de tanta luta; Gaza continua a ser o Holocausto dos tempos modernos e continuamos a fingir que precisamos de nos lembrar de anteriores guerras mundiais para nos horrorizarmos com a dimensão do sofrimento humano; e num plano muito mais pequenino Portugal foi a eleições e os portugueses elegeram o que vão viver nos próximos tempos (fujam de mim em paragens de autocarro quando se lembrarem de se queixar da vida); crianças caem como pardalinhos com PCR sem explicação - ouvi que nos EUA estão a aparecer casos de crianças de 5 anos com Parkinson - e ninguém ousa falar nisto porque implica assumir demasiadas responsabilidades; o clima está tão mudado que nem sinal do Verão e ao mesmo tempo que medo quando ele chegar. (...)
E numa ordem de importância, já no mundo das mágicas partículas invisíveis a olho nú, o Sporting foi campeão e falta um danoninho para irmos de férias. Dá para rebolar no chão de tanta alegria.
Mas a melhor coisa mesmo, tem sido conhecer o Papa Leão XIV. Estou maravilhada com os discursos deste senhor, com o nível de clareza e com o conhecimento que expressa. Acredito que vai saber ser exactamente aquilo que o mundo precisa nos tempos tão difíceis que se avizinham.
28 de Abril de 2025
Foi de repente, fartos de sermos avisados mas ninguém estava á espera. E numa próxima vez voltaremos a ser surpreendidos. Ou com 30% de bateria no telemóvel, ou com 18% de bateria no carro, ou sem água suficiente para três dias. Outra vez o medo colectivo, o alarme da sobrevivência a disparar, o atropelo das pessoas, o pânico a desnudar a mesquinhez de cada um.
Estava de folga e decidi que a Maria não ia ao Colégio. Tinha feito uma compra online de agua, leite e pesos, que já me tinha sido entregue. Tenho sempre velas em casa.
Nunca me vou esquecer do que vi na rua, de me sentir a tremer e de perceber que a Maria me apertava a mão. Do olhar dela triste, de dentro de casa começar a falar a sussurrar, de ficar com o olhar perdido quando percebeu que não conseguíamos ligar ao pai e aos avós.
10 horas de uma amostra daquilo que tantos vivem há meses e anos. Uma boa oportunidade para reflexão.
E tu filha, tão pequenina e com tanta História para contar: viveste o COVID e o primeiro apagão que nos deixou em sentido. Mas és uma criança feliz, saudável e muito amada.
Obrigada Deus, por estarmos deste lado.
Tão bom Em que temos as últimas noites frescas e as primeiras noites quentes. Em que os gatos de fevereiro mostram por fim distinta personal...