segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Ainda agora começou o ano

e já tenho quase quinhentas páginas de poesia lidas.

Este vai ser o ano para fazer menos coisas, muito menos coisas e mais devagar. O ano para fazer mais coisas bem feitas, para fazer apenas uma coisa de cada vez.

Ontem no Hospital, nos cuidados intensivos, em hora de pausa, num gabinete estava um médico tombado a ler e a ouvir ópera. Alheio a tudo. Pensei que se um dia estiver entre a vida e a morte, vou gostar que me tratem umas mãos de alguém que lê e que ouve musica. De alguém que sobretudo sabe usar bem o seu tempo, o bem mais precioso que temos, logo a seguir à vida.

Saber o valor certo de cada coisa. E saber que praticamente tudo são só coisas, apenas coisas. Que as necessidades da nossa alma às vezes pedem descanso, silêncio, mar.

(...)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Morte anunciada de uma família

Eu não posso ser condenado por trabalhar  Pois não. Mas podes e vais ser condenado por não saberes impor limites.