Este é o meu mês de mudança de pele.
Tenho-me agarrado aos detalhes pequeninos, ao silêncio redentor das madrugadas, ao barulho da chuva a cair certinha, à bondade desinteressada em gente desconhecida, à resiliência de quem enfrenta os maiores desafios, a um trago de vinho que me aquece, ao conforto de cair exausta na cama e fazer conchinha com a minha Maria, aos passarinhos teimosos que ainda cá estão em Novembro, aos gatinhos nos telhados de zinco do campo do vizinho. Que Deus me salve de mim mesma, da tristeza, da inércia, do desacreditar.
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