sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Coisas que me surpreendem


Em Novembro, nos primeiros dias gelados, pessoas de havaianas às seis da madrugada na paragem do bus. A rua onde moro afogada em chuvas torrenciais, como nunca vi. O inicio de obras no prédio onde moro, finalmente após anuncio feito há uma década atrás. A forma como o amor murcha, assim de repente. Como somos frágeis, e como somos fortes. Esta foto, tirada pela minha mãe. Um terço de crochet que me foi oferecido esta semana, por uma senhora que faz as árvores e coroas de natal mais bonitas. A pausa dos guerreiros. A forma como os pais olham para os recém nascidos no Hospital onde trabalho, e acho que em todas as partes do mundo. O vento e o mar em disputa ou romance. Gostar do meu cabelo comprido, outra vez. As cores do Outono, a folhagem. Miúdos felizes a jogar à bola. O poder cada vez mais estrondoso da natureza. Catar piolhos à Maria, e sentir-me mais mãe por causa disso.
(...)

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Eu não posso ser condenado por trabalhar  Pois não. Mas podes e vais ser condenado por não saberes impor limites.