terça-feira, 27 de outubro de 2026

O paradoxo da verdadeira nobreza espiritual


Ele está desenganado, numa cama de hospital com os ossos a quebrarem como folhas sêcas, à espera do fim. Nunca fala em morte, diz sempre e a todos, que vai melhorar. Não fala em últimos desejos, não tem planos, só quer voltar para casa.

Ela, brasileira, com vitalidade, saúde, viagens grandes nos planos, ficou dez minutos a tecer considerações sobre como quer que seja o seu fim, sem que sequer alguém lhe tivesse perguntado alguma coisa. Exige ser cremada, e as cinzas lançadas em Portugal.

Seremos para sempre um tecido de sombras e de luz.

Erros ortográficos do Amor.

Outubro. Ainda o Sol.


As estações do ano agora moram em meses diferentes. 

Já se percebe o findar de qualquer coisa. A folhagem nas árvores, as novas cores, a luminosidade diferente. Mas ainda temos calor. 

O mundo anda tão atarefado com guerras e manifestações. Eu tenho sentido um desânimo que tem sido maior. Um desencanto. Tristeza. Há qualquer coisa na vida, no meu relógio biológico, que me vai dizendo que tal como tudo passa, também eu vou caminhando para o fim.

Outubro quente, tem sido de algum frio no meu coração.

O paradoxo da verdadeira nobreza espiritual

Ele está desenganado, numa cama de hospital com os ossos a quebrarem como folhas sêcas, à espera do fim. Nunca fala em morte, diz sempre e a...